Parlamentar lembra dois anos do desastre em Mariana

08-11 Parlamentar lembra dois anos do desastre em Mariana

No último dia 5, a deputada Celise Laviola (PMDB) lembrou os dois anos do acidente com a barragem de rejeitos da mineradora Samarco. Em 2015, após o rompimento da barragem de Fundão, 43 milhões de metros cúbicos de lama destruíram o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região Central do estado, contaminou a bacia do Rio Doce, deixou 19 mortos e inviabilizou a pesca e o abastecimento de água em cidades mineiras e capixabas.

A parlamentar, que foi presidente da Comissão Parlamentar Interestadual para Estudos e Desenvolvimento da Bacia do Rio Doce – Cipe Rio Doce – entre os anos de 2015 e 2016, disse que tem trabalhado para amenizar os danos causados pela tragédia. “Uma de nossas preocupações, na revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental, foi, justamente, discutir estratégias para contornar as dificuldades enfrentadas pela população desde a contaminação do Rio Doce”, afirmou.

Uma das ações da Samarco para contornar os problemas decorrentes da tragédia foi a criação da Fundação Renova, que visa à assistência aos atingidos, monitoramento da qualidade da água e obras de reconstrução. A Fundação Renova nasceu após a assinatura do Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) entre Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton, e o Governo Federal, os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) e a Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH).

Celise afirma, ainda, que além dos trabalhos do governo voltados para auxiliar os municípios, ainda está atenta aos trabalhos da Fundação. “Estamos, também, fiscalizando as ações da Fundação Renova e observando, de perto, as demandas de nossas cidades a fim de atender, da melhor maneira possível, os que foram atingidos diretamente”, disse.

Renova

A Fundação Renova realiza trabalhos por eixos temáticos divididos em pessoas e comunidades; reconstrução e infraestrutura; e terra e água. Segundo a Fundação, hoje, o Rio Doce possui 92 pontos de monitoramento e 22 estações automáticas, o que fazendo dele o curso d’água mais monitorado do país. A renova ainda possui um programa de indenização dos atingidos e a reconstrução das comunidades destruídas.